Sindifisco

Encontro dos Auditores-Fiscais 2025 teve integração, direitos, saúde e lazer

27/08/2025Eventos

Sindifisco

DS Curitiba

A Delegacia Sindical de Curitiba do Sindifisco Nacional promoveu, entre os dias 21 e 24 de agosto, o Encontro Anual dos Auditores-Fiscais da Receita Federal 2025. O evento aconteceu no Itapema Beach Hotel & Convention, em Santa Catarina. Ao todo, foram quatro dias de atividades, com muita descontração, convivência e debates sobre temas essenciais à qualidade de vida. Mais de 100 pessoas participaram de mais este evento, que compõe a agenda anual de atividades da DS da capital paranaense.


A programação começou com a recepção na quinta-feira (21) e seguiu, na sexta-feira (22), com a abertura oficial realizada pelo presidente da DS Curitiba, Carlos José de Oliveira, e pelo presidente do Sindifisco Nacional, Dão Real.


Carlos Oliveira destacou o fato de que boa parte dos participantes era aposentada. Comparou a situação ao magistério de Curitiba, após ter a experiência de ministrar uma palestra para o sindicato da categoria (leia aqui!), falando sobre o Plebiscito Popular 2025 e justiça fiscal para o coletivo de aposentados. Oliveira defendeu encontros presenciais e criticou o excesso de “robotização” da vida e dos processos de trabalho.


“No setor público, ao contrário da iniciativa privada, os aposentados permanecem filiados e ativos sindicalmente. E isso precisa de atenção: nossa categoria tem larga experiência e muitos aposentados, então é fundamental pensar políticas para este público. Na DS, uma diretriz tem sido estimular a participação presencial. Eu gosto muito do contato direto. Sofro com essa digitalização, com a burocracia e a automação, que acabam repercutindo no nosso trabalho e na vida. Sempre reflito sobre isso: na prática, vejo que a robotização concentra renda em poucos e aperta ainda mais os salários da maioria”, apontou.


O presidente da DS Curitiba ainda destacou que nenhuma carreira está livre de sofrer com a precarização promovida por plataformas digitais. “Precisamos tomar cuidado para que a chamada uberização não chegue a carreiras como a nossa. E deixo uma provocação: como seria nossa vida sem sindicato? Quem nos defenderia? Quem organizaria nossas pautas, brigaria quando fosse necessário, criaria esses espaços de convivência e confiança? É isso que nos motiva a estar aqui e a assumir essa tarefa voluntária, porque ser dirigente sindical é trabalho voluntário”, enfatizou Oliveira.


Ele ainda deixou um convite para os colegas presentes: “Em setembro, queremos realizar uma reunião de pessoas que fazem trabalho voluntário em várias frentes, como combate à violência, ajuda a moradores de rua, apoio em igrejas, projetos de educação, etc. A ideia é trocar experiências e incentivar mais pessoas a participar. Também penso que podemos criar um grupo de aposentados para trocar vivências, discutir projetos de vida e preparação para a aposentadoria”, projetou.


O presidente do Sindifisco Nacional, Dão Real, também destacou a importância da convivência presencial e da unidade sindical, sobretudo em tempos de individualismo. Segundo ele, se a vida sindical tende a ser consumida por questões de gestão e burocracia, é fundamental privilegiar encontros como o promovido pela DS Curitiba e estar próximo das pessoas.


“É conversando, frente a frente, que eliminamos 90% dos problemas. O mundo de hoje, com redes sociais e isolamento, nos empurra para longe uns dos outros. É mais barato ficar em casa atrás de uma tela, mas no longo prazo isso custa muito caro”, comentou. “O local de trabalho antes era espaço de convivência, hoje não é mais. Cabe ao sindicato restabelecer os laços entre trabalhadores e aposentados. Não existe sindicalismo sem afeto, sem cooperação, sem coletividade”, completou Real.


O presidente do Sindifisco Nacional ainda detalhou algumas das conquistas dos colegas ao longo dos últimos três anos, um período difícil, mas que também trouxe vitórias. Entre elas estão a recuperação do voto de qualidade no CARF, a regulamentação do bônus de eficiência, o reajuste salarial e o destravamento do estágio probatório.


Sobre a luta mais recente da categoria, que resultou no acordo recentemente firmado com a administração da Receita Federal do Brasil, Real enfatizou que, embora tenha sido uma decisão difícil e até alvo de críticas, foi necessária para consolidar avanços. “Garantimos reajustes significativos, encurtamos a carreira e nos aproximamos do teto do Supremo. Agora o desafio é implementar o acordo e garantir que seus efeitos se concretizem até 2027”, comentou.


Palestras e Lazer

Após a abertura do encontro, os colegas participaram da palestra “Qualidade de Vida, Saúde e Envelhecimento Saudável”, com o professor Antonio Lacerda, que destacou práticas de equilíbrio e longevidade. Na parte da tarde, o especialista Adriano Gabardo conduziu a vivência “Empatia e Escuta Ativa: A Base da Saúde Emocional”, que envolveu dinâmicas participativas e reflexões sobre relações humanas.


O sábado foi dedicado ao lazer, com os auditores desfrutando da estrutura completa do hotel e da convivência com colegas e familiares, aproveitando o momento para relaxar, se divertir e estreitar ainda mais os laços. O encerramento aconteceu no domingo (24), após o almoço no hotel e com o retorno dos colegas a Curitiba.


Clique aqui para conferir mais imagens do Encontro Anual.


Fonte: DS Curitiba